
Em frente ao espelho olho-te o rosto que seduz
Em suave sintonia com a fosca vela que produz
Serena silhueta na tua sombra que baila na parede
Dos teus lábios carnudos soltam-se suavemente
Gemidos de paixão, desejando-me ardentemente
Qual esponja embebecida que me mata a sede
Afogo-me em teus seios, beijando-os com furor
Mordo-te o ventre, as carnes e a alma com amor
Entre vãs palavras que por si só não dizem nada
Corpos nus entrelaçados em comunhão de beijos
Orgasmo triunfal entre os sussurros, os desejos
E este fatal prazer por ver-te assim apaixonada
Sinto-me em ti, sinto o teu corpo estremecer
Roço-te ao ouvido a voz que teima em enrouquecer
Desafiando-te a uma entrega total com confiança
Amanheceu. Abraçados vimos o sol beijar a terra
Em plena apoteose na partilha, em cada entrega
Fomos Amor! Seremos futuro? Somos esperança...
Francisco Vieira